BOMBA EM GRAJAÚ: PF investiga escândalo milionário de placas solares fantasmas com digitais de parentes do prefeito

GRAJAÚ/MA – Um escândalo de proporções gigantescas promete balançar as estruturas políticas do município de Grajaú nos próximos dias. Uma investigação que já está na mira da Polícia Federal aponta para um suposto esquema de desvio de recursos públicos que deveria transformar a realidade energética das escolas municipais, mas que, até o momento, só gerou cifras astronômicas e nenhuma placa instalada.

Os valores impressionam: o município já empenhou e pagou mais de R$ 20 milhões para a instalação de sistemas de energia solar na rede de ensino. No entanto, o cenário real nas comunidades escolares é de abandono. Mais de 70% das escolas municipais de Grajaú continuam sem receber um único painel solar.

O estopim do absurdo: Medição de R$ 6,5 milhões sem nenhuma placa entregue

O ápice do descaramento que chamou a atenção dos órgãos de controle foi uma medição recente no valor exato de R$ 6,5 milhões. No papel, o pagamento foi devidamente liquidado; na prática, nenhuma placa solar foi entregue ou instalada para justificar o montante. A discrepância escancara o modus operandi do grupo e acendeu o alerta vermelho na Polícia Federal.

A reportagem apurou que o esquema possui ramificações profundas dentro e fora da máquina pública, dividindo-se em três núcleos principais:

 O Núcleo Interno: Operadores que cuidam da parte interna das contas públicas do município. Sem a facilitação e a conivência de quem controla as finanças e valida as liquidações, as ordens de pagamento milionárias não teriam saído com tanta facilidade.

 O Núcleo Familiar: As investigações apontam as digitais diretas da irmã do prefeito e do seu cunhado, que atuariam como a ponte política e de influência para garantir a liberação dos recursos sem qualquer fiscalização real.

 O Núcleo Empresarial: Dois empresários baseados em São Luís operam a engrenagem por trás da fachada jurídica que venceu a licitação.

Empresa de fachada funciona em garagem em Chapadinha

Outro fato que beira o inacreditável é a sede da empresa contratada para executar a obra de R$ 20 milhões. Longe de ser uma grande potência do setor de tecnologia ou engenharia, a empresa está registrada localmente em um endereço que corresponde a uma simples garagem no município de Chapadinha, a centenas de quilômetros de Grajaú.

A utilização de empresas com estruturas incompatíveis com o tamanho dos contratos é uma velha conhecida da Polícia Federal para a emissão de notas fiscais frias e posterior desvio do dinheiro público para contas de terceiros.

Investigação Federal em curso: Por envolver verbas de fundos que recebem aportes ou fiscalização federal, a Polícia Federal está rastreando os caminhos do dinheiro. O foco agora é a quebra de sigilo bancário dos envolvidos para descobrir o destino final dos R$ 20 milhões arrancados dos cofres da educação de Grajaú.

O espaço do Metrópole Maranhão segue aberto para o posicionamento oficial da Prefeitura de Grajaú, bem como dos citados na investigação.

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