
E muitos se calaram. Agora, vejo a interferência judicial atingir também Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.
Até quando haverá quem confunda silêncio com proteção?
O pastor alemão Martin Niemöller, perseguido e preso pelo regime nazista, deixou uma reflexão sobre quem se cala diante da perseguição aos outros. Enquanto os atingidos eram outros, ele permanecia em silêncio. Até que chegou a sua vez:
“Foi então que eles vieram me buscar, e já não havia mais ninguém para me defender.”
Guardadas as diferenças históricas, o alerta permanece: não é preciso concordar com alguém para defender seus direitos. Se só nos indignamos quando a injustiça nos atinge, deixamos o caminho aberto para que ela alcance a todos.
